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sábado, 25 de abril de 2026

Lyd - Lyd (1970 - 1992/2000)

 

Os álbuns concebidos e lançados, na transição das melhores décadas do rock n’ roll, décadas de 1960 e 1970, gozam de uma peculiaridade especial: você percebe o beat, o experimentalismo do rock psicodélico e as nuances pesadas embrionárias do hard rock dos anos 1970. É pitoresco as bandas que se aventuram em sonoridades novas, experimentais, deixando simplesmente a criatividade e a liberdade musical falar mais alto.

Mas pagavam, com isso, um preço alto pela “audácia” sonora, fugindo das tendências e modas construído por um mercado fonográfico que decididamente está contra a arte manifestada como ela deve ser: pura, genuína e desprendida de estereótipos.

Claro que neste reles e humilde blog, marginal e independente, essas bandas surgem e em profusão, mostrando um lado esquecido e empoeirado do rock n’ roll que até mesmo os apreciadores do estilo desconhecem e arrisco em dizer que rejeitam. Aqui essas bandas ganham vida e tem as suas histórias contadas, por mais que elas sejam escassas de informações.

E todo esse texto introdutório, do jeito que eu gosto, é para anunciar ou melhor escrever sobre mais uma banda esquecida, engavetada pelos burocratas da música que torceram o nariz para o seu pequeno, mas significativo material lançado ou diria que não foi oficialmente lançado. Falo da banda THE LYD ou LYD.

The Lyd ou Lyd (denominado assim nos relançamentos) foi formada em Los Angeles, a meca da psicodelia e contracultura norte americana e mundial, no final dos anos 1960, mais precisamente no ápice do rock psicodélico norte americano, em 1969. A banda era formada por: Jack Linerly na guitarra e vocais, Frank Tag na guitarra, piano e vocais, Rob Weisenberg no baixo e vocais e Chet Desmark na bateria, percussão e vocais.

Reza a lenda que o The Lyd ou Lyd não era necessariamente uma banda, mas um grupo de músicos que, eventualmente eram reunidos em estúdios para gravar uma música e outra e só entrava sob efeito de alguma substância, algum psicotrópico, mais precisamente um LSD, o famoso ácido lisérgico.

E por falar em estúdios, nada da banda foi lançado, de forma oficial, àquela época, mas quando entraram no estúdio de Pat Boone, em Hollywood, Califórnia, chamado Sunset Recording Studios, algumas músicas foram concebidas, algumas músicas foram gravadas, mas apenas isso. Sim! Não passou de algumas cópias de acetatos, que totalizaram apenas 21 minutos de duração, apenas um lado utilizado, sem capas, sem arte gráfica, até mesmo os nomes das músicas não foram escritos nesses acetatos, estava apenas descrito como “faixa número um”, “faixa número dois” etc. Era como se tudo estivesse ainda em estado puro, ainda por lapidar, no início do projeto, talvez.

O ano era 1970! Outra lenda que circula é de que apenas uma cópia original desse acetato, com um total de seis músicas, foi concebida. Outras escassas fontes dão conta de que três ou quatro cópias desse material foram feitas. E, para não dizer que não havia capas ou uma arte gráfica minimamente feitas, o que teria sido feito ou melhor produzido naquela época, em 1970, era uma capa, em preto e branco, com a ilustração, adivinhem, de um cara fumando maconha no centro. O verso era completamente branco. No selo dizia: “Sunset Recording Studios, Inc 5539, Sunset Boulevard, Hollywood, Califórnia, The Lyd Side 1. Essa é a comprovação cabal de que era um trabalho ainda bruto, a ser lapidado e em processo de feitura e que, por algum motivo, não foi dada sequência.

Outra informação que circula, acerca do único trabalho produzido do The Lyd ou Lyd, os tais acetatos teriam saído ou roubados dos arquivos dos estúdios e ganhado o mundo, sendo pirateados e assim, dessa forma, lançados, mas falemos disso depois, porque precisamos falar dessa pepita de ouro no seu estado puro e brutal. Assim eu, de imediato, descreveria o álbum ou acetato do The Lyd, homônimo: sujo, brutal, selvagem para os parâmetros da época, o que, claro, me deixou entusiasmado quando fiz a primeira audição.

“The Lyd” trazia a estética dos anos 1960 em transição para a década de 1970: Um poderoso álbum, de 21 minutos, de hard psych, sujo, selvagem, um rock de garagem sensacional. Acredito que aquelas substâncias utilizadas possam ter tido, claro, além da criatividade e talento de seus músicos, influência sobre essa música tão pesada, lisérgica e poderosa do The Lyd. Aqui a atmosfera intensa, típica de porão úmido e escuro, com guitarras crocantes e pesadas, cheias de distorção, com longas excursões de fuzz é a tônica deste trabalho.

As músicas, como estavam descritas, nos seus acetatos originais, estavam apenas numeradas, os nomes destas podem ter sido alterados de acordo com os tais relançamentos, então vamos a elas! O trabalho é inaugurado pela faixa “The Time Of Hate And Struggle” ou “Part One” que inicia viajante, psicodélica, guitarras mais dedilhadas. Os vocais são dramáticos, de atmosfera sombria, seguindo a proposta sonora, mas não demora muito para se ouvir um riff mais pesado e denso e assim alterna, entre o peso e o sombrio. Uma faixa estranha, lisérgica e pesada, mostrando o melhor das décadas de 1960 e 1970.

"The Time of Hate and Struggle" ou "Part One"

“Need You” ou “Part Two” já começa animada, solar, com riffs pesados e grudentos de guitarra, solos simples e diretos faz da música algo sujo, despretensioso e garageiro. Os vocais assumem um belo alcance, algo mais alto e limpo, seguindo a tônica mais enérgica da música. Aqui o hard rock parece ganhar vida e ter certo protagonismo. Mas aquela pegada dançante, típica dos anos 1960, ainda está lá.

"Need You" ou "Part Two"

“Stay High / Fly Away Is Still Ok” ou “Part Three” me remeteu a algo como The Stooges, por exemplo. Aqui a sonoridade é mais suja e pesada e traz reminiscências do proto punk e do heavy metal. A bateria tem uma pegada mais dura e pesada e o baixo é evidentemente galopante. As nuances do heavy e punk estão aqui como se fosse uma maquete do que ganharia vida na segunda metade dos anos 1970 e início dos anos 1980.

"Stay High / Fly Away is Still OK" ou "Part Three"

“Double Dare” ou “Part Four” é uma faixa de tiro curto e vem com um vocal meio falado (seria os primórdios do hip hop?), mas forjado com um hard rock típico, com bateria dura, marcada e pesada e riffs e solos de guitarra de tirar o fôlego. “Think It Over Twice” ou “Part Five” começa estrondosa, com riffs poderosos de guitarra, solos grudentos e sujos e variavelmente com alternâncias de uma sonoridade, que vai do hard para uma música mais sulista, no mínimo intrigante e interessante. Mas aqui o peso e a audácia são protagonistas. Vocais gritados, solos bem elaborados de guitarra, em alguns momentos. Aqui o hard rock ganha vivacidade e não há sequer sinal da psicodelia. Nesta música o The Lyd mostra o seu lado mais arrojado e complexo.

"Think it Over Twice" ou "Part Five"

E fecha com “Trash Pad” ou “Part Six” que traz à tona novamente o lado psicodélico do álbum. Nessa faixa há a percepção do psych underground, mais com uma pegada mais dançante, porém os riffs de guitarra fazem questão de mostrar que o peso típico da banda ainda estava lá. Vocal meloso e mais limpo são os destaques da faixa.

"Trash Pad" ou Part Six"

Muitos apreciadores e colecionistas de vinis atribuem ao selo Akarma o lançamento oficial do álbum do The Lyd ou Lyd, em 2000, na Itália. Mas, de acordo com algumas escassas referências que há na web, o primeiro relançamento foi feito selo belga Fanny, também conhecida como Fanny Records, em 1992, especializada em lançamentos de álbuns raros, nem sempre oficiais, com capa diferente dos relançamentos posteriores. Entre 2000 e 2012 outros relançamentos aconteceram, a maioria na Itália, também, claro, outros relançamentos foram piratas.


“The Lyd” pode ser encarado como um trabalho original? Diria que não! Um marco na história do rock? Talvez. Mas não estou aqui a decidir isso, tão pouco estipular ou definir quaisquer coisas a esse respeito! Mas é inegável dizer que bandas como The Lyd trouxe ao rock o frescor da novidade, como tantas outras, que caíram no ostracismo, que trouxeram uma música arrojada, perigosamente underground e viva, latente aos ouvidos e ao coração daqueles que sempre buscaram e buscam algo novo para as suas audições.






A banda:

Jack Linerly na guitarra e vocal

Frank Tag na guitarra, piano e vocal

Rob Weisenberg no baixo e vocal

Chet Desmark na bateria

 

Faixas:

1 - The Time Of Hate And Struggle

2 - Need You

3 - Stay High / Fly Away Is Still Ok

4 - Double Dare

5 - Think It Over Twice

6 - Trash Pad 




"The Lyd" ou "Lyd" (1970)





























 


sábado, 18 de abril de 2026

Mount Rushmore - High On (1968)

 

São Francisco, na Califórnia, definitivamente foi o epicentro da contracultura norte americana e, arrisco dizer, mundial, na segunda metade dos anos 1960. O movimento hippie e sua proposta de paz e amor ecoava em cada canto daquelas ruas e tinha, como principal difusor, a música e as suas inúmeras bandas que ganharam o mundo com os seus hinos beat e dançantes. E aqui podemos destacar, de imediato, bandas do naipe de Big Brother and The Holding Company, Janis Joplin, The Grateful Dead, The Doors, e tantas outras.

A sonoridade lisérgica, por vezes experimental, dançante e até mesmo minimalista, era o cerne da cena que pulsava em shows e personificava em protestos anti-guerra e contra um conservadorismo imposto pelo status-quo. Mas a música lisérgica, psicodélica, com um viés criativo calcado na revolução jovem, também tinha nas drogas a possibilidade da expansão da mente e da liberdade tão ardentemente propagada.

Mas as revoluções não eram apenas ditadas no comportamento, mas se revelava também na sonoridade das músicas ouvidas àquela época, e não tão apenas naquela que a cena entregou para o mundo com as suas bandas famosas, com o beat dançante, experimental, e sim às músicas ditas “garageiras”, comumente consideradas como mais pesadas, distorcidas, eletrificadas, com um proto hard rock que destoava do que se fazia em profusão naquela terra.

E não podemos negligenciar o blues eletrificado do grande Blue Cheer, que foi o grande representante de “peso”, literalmente falando, daquela época, na terra do Tio Sam. E, ouvir o seu debut “Vincebus Eruptum”, de 1968, ápice da psicodelia paz e amor, é como ouvir uma bomba poderosa e devastadora de blues elétrico que definitivamente não se adequava ao som massivamente propagado em sua época. Não foi à toa que o Blue Cheer, com seu trabalho, não só inaugural, mas discográfico, não viu a luz do sucesso e trafegou pelo underground.

Blue Cheer - "Vincebus Eruptum" (1968)

Essa “revolução” sonora me agrada imensamente e tem me colocado em uma posição de garimpo incessante e eis que descubro uma pérola que lamentavelmente não ganhou a luz do glamour e o sucesso de pertencimento de uma cena tão proeminente como a de São Francisco nos idos dos anos 1960. Falo do MOUNT RUSHMORE.

O blues rock pesado é a espinha dorsal de sua sonoridade, claro, que a atmosfera psicodélica teria de ser inerente, afinal, inserida em um contexto sonoro tão forte e latente como esse, torna-se inevitável, mas o hard rock, ainda um tubo de ensaio no rock, estava definitivamente delineado, desenhado e vivo em sua sonoridade. Um som cru, direto, sem firulas, se via, ou melhor, ouvia no som do Mount Rushmore.

Mas acalmem-se, estimados leitores, não falemos ainda de sua música e de seu debut, de 1968, centro do texto de hoje, chamado “High On’, mas tentarei contar um pouco dos primórdios da banda que talvez possa corroborar ou ainda incrementar o status de banda cult e, diria, sem medo, revolucionária que estava totalmente dissociada de seu tempo. Dizem por aí que o tempo é relativo, o que dizer da música daquela época, capitaneada por bandas esquecidas e obscuras como o Mount Rushmore?

A banda se formou no final de 1966, na 1915 Oak Street, uma grande pensão vitoriana no distrito de Haight-Ashbury. Em junho e julho de 1967, eles apareceram em cartazes de shows, no Avalon Ballroom, com outras, incluindo o Quicksilver Messenger Service e Big Brother and The Holding Company. Não precisa dizer que a banda ganhou certa atenção devido a sua sonoridade sendo potencializada em performances ao vivo. Assim ganhou certa reputação ou no mínimo atenção entre os ouvintes e conhecida, naquela época, como uma banda ao vivo.

E no período entre a sua fundação e a gravação do seu debut, em 1968, a banda teve muita movimentação em sua formação, até se constituir nos seguintes músicos que gravariam “High On”: Mike Bolan (“Bull”) nas guitarras, Glenn Smith “Smitty” nos vocais e guitarras, Travis Fullerton na bateria e percussão e Tery Kimball no baixo.

Esse certo destaque na cena local graças ao seu som um tanto quanto deslocado que se fazia na segunda metade dos anos 1960, lhe rendeu um contrato com a Dot Records, de onde saiu o já mencionado debut, “High On”, de 1968. E esse som garageiro, tão evidente na sonoridade blues eletrificado deste álbum, traz a sensação de que o seu acabamento está mais adequado para uma demo do que para um álbum convencionalmente finalizado.

Porém, como não estou muito preocupado com sonoridades convencionais e ortodoxas, muito me fascina, ou pelo menos tem me fascinado nos últimos anos, e sim, me pautará pelos próximos mil anos (risos)! Mas creio que essa deliciosa sensação se explique pelo fato da sua produção, afinal, uma banda pouco conhecida, com uma sonoridade pouco, digamos, arrojada, não se espera que tenha um financiamento alto para a produção de seu álbum. Essa produção dá o charme ao som do Mount Rushmore, definitivamente harmoniza e catapulta o seu som metálico, com habilidades mais simples, diretas e orgânicas, com riffs de guitarras carregados e pesados, com uma “cozinha” igualmente pesada e cheia de groove.

O álbum é inaugurado pela faixa “Stone Free”, clássico do Jimi Hendrix, que aqui soa mais animada, mais comercial, diria, com uma pegada mais hard e menos bluesy, mas, ainda assim, se percebe que a banda estava estabelecendo o território que queria explorar, sonoramente falando, haja vista que Hendrix, com suas músicas, também ajudou a pavimentar o blues rock pesado nos Estados Unidos e no mundo! Sim foi ousado pela parte do Mount Rushmore, mas mostrou personalidade ao “descaracterizar”, o clássico de Hendrix. Os riffs pegajosos e pesados de guitarra ornamentam o conceito fundido de hard rock, a bateria pesada e marcada, o baixo dançante e galopante. O vocal alto, por vezes é gritado. É inegável perceber que é uma versão solar e extremamente dançante.

"Stone Free"

Segue com “Without No Smog” que já traz, sem sua sonoridade, a pegada blues rock mais vívida. A guitarra “chora” em solos curtos, a seção rítmica acompanha, dando um tempero mais hard rock, à faixa. O vocal segue os dedilhados da guitarra e se revela mais melódico e dramático. Na metade da música a lisergia devolve a banda ao seu tempo, a guitarra, ácida, destila peso indulgentemente. Experimentalismo mostra uma banda mais sombria na segunda metade da música.

"Without No Smog"

“Ocean” continua na mesma pegada que a faixa anterior, mas aqui o hard rock puro e genuíno se mostra mais vivo, com requintes de detalhes no vocal rasgado, nos riffs sujos de guitarra e na bateria com batida forte e pesada. E tudo fica mais perigoso e dançante com a percussão, algo tribal invade o rock n’ roll direto da música.

"Ocean"

“I Don’t Believe in Statues” tem uma pegada mais beat, psicodélica, mas com o sabor do peso, com riffs de guitarra carregados e gordurosos, é aquela aspereza típica do álbum, sem nenhum refinamento, ainda bem. Aqui torna-se mais perceptível uma camada, embora sútil, mas bem significativo, do teclado, do órgão, dando-lhe um direcionamento para o psicodélico, para a acidez e lisergia.

"I Don't Believe in Statues"

“Looking Back” chega, no auge dos seus quase dez minutos de duração como uma louca e deliciosa epopeia calcada em um colapso de jam bruta, áspera, pautada na lisergia de riffs encarnados de guitarra, com uma bateria mais cadenciada e um baixo que, apesar do caos sonoro desorientado, se mostra fiel a batida da percussão. Momentos de experimentalismo e viagem sonora são percebidas dentro desse contexto, tornando tudo ainda mais caótico e estranho. Uma batida surge mais dançante que, loucamente, me remeteu a uma bossa nova, se não estou insano em perceber isso! Mas a música é insana e pouco rotulável ou nada estereotipada. Uma música espetacular!

"Looking Back"

“('Cause) She's So Good to Me” vem animada, com alguma velocidade, onde ouso dizer que me remete a um heavy metal, antes do heavy metal. Bateria arrogantemente pesada, os pratos parecem que vão explodir, os riffs de guitarra continuam a ser sujos, quase indecentes aos ouvidos e bom senso pretencioso dos ortodoxos do rock. Os gritos vocais abraçam ou corroboram o peso da música e anarquicamente encaram o status quo com desdém e arrogância. Espetacular!

"('Cause) She's So Good to Me"

A derradeira faixa é um “medley” das faixas “Fanny Mae” e “Dope Song” e tudo indica ter sido captada em uma dessas pequenas e fedorentas casas de shows, mas a vibração de um pequeno público pode ter sido colocada mecanicamente em estúdio, enfim...O fato é que nessas faixas o que impera é o blues rock. A essência da banda saí pelos poros dessa música. Peso cadenciado, animado, solar se faz presente em cada riff e melodia. Aqui o som me parece ser mais polido, a banda se “esforça” para ser mais técnica e prudente. Ainda assim são faixas especiais e que fecham brilhantemente esse belíssimo álbum.

"Fanny Mae / Dope Song"

Há breves notas do encarte do álbum “High On” que diz que a banda se autoproclama os “rapazes do interior” que adoram levar seu caminhão cinza e funky para a estrada, se encarando como “caipiras”, cheios de confiança e arrogância, mas com apenas habilidades mais simples. E não me parece nem um pouco arrogante essa percepção, muito pelo contrário. Assim é “High On”, assim é o Mount Rushmore. Perigoso, pesado, diferente em sua sonoridade em um universo do beat e do “flower power”.

"Mount Rushmore '69 (1969)

E essa linhagem sonora traria um custo muito adverso para o Mount Rushmore. Após o lançamento de “Mount Rushmore 69”, a banda não teve a adesão comercial de muito dos seus contemporâneos e, no mesmo ano de lançamento, do segundo álbum, 1969, a banda sucumbe e finaliza as suas atividades. É o preço que se paga por serem aventureiros, os “rapazes do interior, no ápice de sua ingênua arrogância, onde se renderam à criatividade.

Não consegui apurar, com devida precisão, se “High On” teve outros relançamentos. O que se sabe é que há um relançamento importante, talvez no formato CD, dos dois álbuns juntos pelo selo Lizard Records em tiragem bem limitada.

Pouco se sabe sobre o paradeiro dos músicos, o que lamentavelmente se torna mais do que normal, levando em consideração o que produziram com seus dois únicos álbuns, apenas se soube do “paradeiro” do baterista Travis Fullerton que alcançou um reativo sucesso posteriormente como membro do Sylvester And The Hot Band.




A banda:

Mike Bolan (“Bull”) nas guitarras

Glenn Smith “Smitty” nos vocais e guitarras

Travis Fullerton na bateria e percussão

Tery Kimball no baixo

 

Faixas:

1 - Stone Free

2 - Without No Smog

3 - Ocean

4 - I Don’t Believe In Statues

5 - Looking Back

6 - (‘Cause) - She’s So Good To Me

7 - Medley: Fanny Mae / Dope Song 




"High On" (1968)


























sábado, 28 de março de 2026

Mutha Goose - I (1975)

 

Uma banda envolta em sombras! Um álbum produzido de forma artesanal, com um número incipiente de cópias! Assim se faz uma banda obscura! Ou melhor: aqui, neste reles e humilde blog, não se faz, mas dissemina, difunde! Bandas como a que eu tentarei contar a história, jamais ganharia, com exceção de um valoroso nicho de abnegados, as redes sociais ou os canais de comunicação e/ou a geração de conteúdos de quem quer que seja.

O rock n’ roll é desconhecido pelos seus ditos apreciadores. E nesse momento em que podemos dizer, com certo risco, que as bandas não são tão somente obscuras, mas as tornam obscuras. O mercado fonográfico tendência e é tendencioso, o modismo é a arma que segmenta, trazendo cenas e bandas, muitas vezes, manipuladas pelo marketing, por empresários, pseudo empreendedores da música, onde a música, a arte, é pincelada por melodias acessíveis, de fácil assimilação, com potencial de “venda”.

E assim simula e projeta as percepções de um mercado que, de joelhos, segue, como uma ovelha, o pastor fonográfico, que decide os nossos gostos musicais. Mas ainda há abnegados, persistentes que, em um nível de resistência, segue na contramão do status quo sonoro e trazem bandas como essa que, modéstia à parte, somente este e poucos blogs, podem trazer. Qual é a banda? MUTHA GOOSE.

O Mutha Goose foi uma raríssima e esquecida banda norte-americana, formada em Indiana que, dada a sua arrojada e pouco ortodoxa música, foi relegada ao ostracismo e, evidentemente, pouco se sabe dela e a grande web, tida como democrática, na difusão, em profusão, de tantas informações, reduz-se a poucas linhas para essa banda.

Foi uma banda que sequer atingiu sucesso em Indiana, mas, ainda assim conseguiu, de forma, como disse, artesanal e limitada, gravar apenas um álbum, em 1975, chamado de “I”, pelo selo Alpha Omega, gravadora de Indiana que atuou no mercado entre as décadas de 1960 e 1970. Claro que pouco se sabe quantas cópias foram lançadas, mas, diante de cenário de total obscuridade e ostracismo, reza a lenda que foi um lançamento privado, com cerca de 50 cópias, apenas, que provavelmente circulou apenas a amigos e pessoas próximas aos integrantes da banda.


A névoa densa da desinformação também circunda entre os seus integrantes que é sabido os seus nomes, mas pouco se sabe quais instrumentos tocavam. A pouco informação pode ser um entrave, mas, preciso admitir que, lá no íntimo do meu ser, a obscuridade, tema central deste reles blog, é um ponto deveras sedutor. A banda trazia Jeff Cefali que, pelo que pude apurar, em minhas pesquisas, era baixista, Dave Limeberry, bateria e Mark Hardy e Herb Hagenwald que desconheço quais instrumentos tocavam.

Em algumas fontes, apurei que Herb, além de ter sido bem ativo nas composições das cinco faixas do álbum, também foi responsável pela produção deste, ganhando certo protagonismo na sua concepção. Nessa mesma fonte pude observar que o “Copyright”, ou seja, que, por definição, é o direito exclusivo do autor de reproduzir sua obra, geralmente utilizado em obras literárias e científicas, traz o nome de “Mutha Goose Productions”, o que reforça a característica bem artesanal na produção desse álbum, único lançado pela banda.

A sonoridade de “I” traz riffs pesados e fuzz, seja de baixo, como principalmente de guitarra, com bordas duras, sujas e alucinantes de órgãos, incluindo ainda o uso de flautas e piano. Nele se percebe, se ouve um hard rock, com temperos psicodélicos que se entrelaçam com arestas de garage rock e floreios progressivos, com destaque para jams estendidos e vocais lisérgicos. A sonoridade do único álbum do Mutha Goose entrega uma energia crua underground de algumas bandas obscuras dos anos 1970, com a tipicidade do Meio Oeste estadunidense, de sua, claro, ala mais underground.

Aos apreciadores de música pesada e pouco estereotipada, bem como os bons “degustadores” do prog rock com teclados em profusão, irá se deleitar com o trabalho do Mutha Goose. É fato que muito se explica também pela condição desse álbum, pois mostra um resultado que não se rotula, trafegando por várias vertentes, tendo como espinha dorsal, o hard e o prog.

O álbum é inaugurado pela faixa “You Said Goodbye” que introduz em dedilhados viajantes de piano e uma flauta doce, dando um clima pastoral à música, mas vai ganhando corpo, consistência sonora, os riffs mais pesados e pegajosos de guitarra capitaneiam essa transição do acústico ao peso do hard rock. O vocal não pode ser negligenciado, pois, nessa transição é participante de destaque, do melódico ao quase rasgado, ao grito. É a típica faixa progressiva, repleta de mudanças rítmicas, tendo o órgão catártico, energético e que desemboca em um solo frenético de guitarra, com a camada de teclados igualmente poderosos. Uma música organicamente caótica e complexa.

"You Said Goodbye"

“I Think It's You” chega dançante, uma pegada mais sinfônica e cristalina aos ouvidos. O vocal é extremamente limpo e melódico. A faixa é solar, o piano traz o balanço, mas não se engane, a música prega uma peça e se mostra dinâmica, com riffs pesados de guitarra que a coloca em um patamar pesado típico do hard rock e que logo se revela mais acústica, com as flautas trazendo de volta um clima de balada rock mais acessível aos ouvidos. A “cozinha rítmica” ganha destaque no final da faixa, baixo galopante, bateria pesada, guitarra estridente. Excelente!

"I Think It's You"

“Exodus” traz a introdução voltada mais para o psych prog, algo mais experimental, baixo potente, vívido, bateria marcada, pesada, o órgão te manda para mares progressivos e psicodélicos. A lisergia encontra a sofisticação do progressivo. Mas o hard rock, personificado pelo riffs pesado e sujo de guitarra, traz o inusitado, a sopa sonora. Solos ácidos, lisérgicos, garageiros são ouvidos. O complexo em um casamento com o despretensioso.

"Exodus"

“Freak – Hitchhicker” me remete ao minimalismo do krautrock germânico, uma simplicidade carregada de peso, de um hard psicodélico repleto de lisergia e um experimentalismo que beira a jams sections totalmente desprovida de bons modos. É sujo, é garageiro, é louco e pouco ortodoxo. Riffs de guitarra e solos deixam a música ainda mais pesada e é nesse momento que o hard rock, típico, domina. A simplicidade se revela dura e pesada.

"Freak-Hitchhiker"

E fecha com “Being Her Friend” que traz uma introdução mais soturna, diria sombria, com um vocal distante, abafado. Algo dramático, em tom de dramaticidade traz uma camada estranha para essa música. Flautas, suaves notas de teclados corroboram a sua condição soturna e reflexiva. Mas eis que surge a surpresa: A guitarra traz um riff mais dançante, o baixo segue com um groove animado e a bateria, em uma batida marcada e pesada entrega uma pegada distinta a música e assim termina, de forma mais animada e solar.

"Being Her Friend"

A qualidade dessa sonoridade é definitivamente sólida, do seu começo ao fim, um som estranho, por vezes, sombrio, mas muito inventivo e que não se prende a rótulos e estereótipos, fazendo dele uma obra excelente de hard prog, com uma pegada garageira e suja. E quando trazemos à tona essas nuances a um álbum que tem o progressivo, pode parecer, aos ouvidos mais conservadores, improvável, mas sim, é possível associar, claro, de forma arrojada o rock de garagem, por exemplo, ao prog rock.

A edição original, pelo que pude apurar também, por intermédios das escassas fontes disponíveis, é até agora a única deste álbum e, por ter tido uma baixa tiragem, é muito difícil de conseguir, não tendo, como disse, reedições disponíveis, o que faz do único álbum do Mutha Goose e, consequentemente da banda, obscura, rara. Não duvido que esse trabalho, se tem disponibilidade de venda, deve ter cifras estratosféricas, o que faz dessa banda e álbum sedutores dentro de seu universo obscuro. Mas não é apenas por isso, também pela sua sonoridade arrojada e de profunda personalidade criativa.


A banda:

Jeff Cefali no baixo

Dave Limebery na bateria

Mark Hardy ?

Herb Hagenwald ?

 

Faixas:

1 - You Said Goodbye

2 - I Think It's You

3 - Exodus

4. Freak - Hitchhicker

5. Being Her Friend




"I" (1975)

 


















sábado, 21 de fevereiro de 2026

Tempest - Tempest (1976)

 

Como falar de uma banda que não tem um rastro de história? Pode parecer difícil quando se tem, como essência, neste reles e humilde blog, a história como mote, como mola propulsora. Mas temos de admitir que a matéria-prima desse site são as bandas obscuras, raras. E quando falamos desses tipos de bandas, a tendência é de que não tenha tanta referência, na web, para se construir um texto de cunho histórico e informativo.

Entre fazer valer a essência e o propósito do blog e a ausência de informação para se montar um texto, claro, eu optarei sempre por apresentar a vocês, dedicados e estimados leitores, por trazer para todos as bandas obscuras e esquecidas por tudo e todos, que estão à margem, nos escombros do rock n’ roll.

E essa banda faz jus a este blog que, de forma hercúlea e desafiadora, porém prazerosa, ao tema “obscuridade” e “raridade”. O nome dela? TEMPEST. Talvez você tenha lembrado da seminal banda do icônico baterista Jon Hiseman, que se notabilizou tocando bateria no Colosseum, que se chamava “Tempest” ou ainda, aos aficionados pelo heavy metal / speed metal que lembrou do Tempest alemão, da segunda metade dos anos 1980. Não, não é!

O TEMPEST que falarei hoje por aqui veio de Houston, no Texas. Ah, queridos leitores, o que dizer da cena hard rock obscura, underground, dos Estados Unidos da América? Eu sou um enamorado por essa cena! Nem só de Aerosmith e Van Halen vive o hard rock estadunidense.

Há muito a se desbravar essa cena, é interminável. A cada descoberta parece que as suas possibilidades se expandem, tamanha é a quantidade de bandas que surgem diante de nossos olhos, onde a grande maioria, não passou de um álbum e que sequer saiu de sua cidade de origem, ou seja, bandas predominantemente regionais.

O nosso Tempest texano não foge à regra. A banda é rara, o lançamento de seu único álbum, homônimo, de 1976, também é raro e teve pouquíssimos relançamentos o que reforça a sua condição. E já que falei em relançamentos e lançamento de álbum, cabe aqui uma informação importante e uma das poucas que pude identificar, com o escasso quantitativo de informações que achei na internet sobre o Tempest.

Este álbum teve apenas duas edições ou diria um relançamento deste álbum: a original, claro, em Houston, no Texas, em 1976 e a mais conhecida, pelo menos me pareceu isso, uma da Alemanha, pelo selo Earth Records, de 1979. Por que digo que essa é a mais conhecida: Porque a segunda edição alemã, para muitos, parece ser a única. Inclusive há a confusão de que o Tempest seja uma banda alemã e que seu único trabalho tenha sido concebido, originalmente, no ano de 1979 e não em 1976 nos Estados Unidos.

Independente disso, convém aqui trazer os músicos que compuseram o Tempest, umas das poucas informações que há na web. São eles: Pat McClain / Scott Davis, no baixo, Nick Harris no baixo e vocais, Fred Drake na bateria e percussão, na guitarra solo, violão acústico e piano trazia Jeff Wells, nos vocais principais trazia Barbara Pennington e nos teclados e sintetizadores tinha Mark Richardson. A produção, sem sombra de dúvida, pela audição, caseira e caráter artesanal ficou a cargo da própria banda.

E, como disse, pelas características da produção mostra uma banda, com a permissão da “licença poética”, sem recursos e sequer apoio para a construção desse álbum em estúdio, fazendo tudo por conta própria. Isso pode não personificar ou potencializar a capacidade da banda, de sua técnica, mas por outro lado traz o charme de um trabalho despretensioso e livre de quaisquer amarras tendenciosas e modistas, rendendo-se apenas à criatividade e ao que acreditam como a sua genuína música.

E falando no único álbum do Tempest, nele predomina o hard rock volumoso, voluptuoso, pesado, agressivo, com nuances e temperos de blues rock e recheados de faixas, em um total de doze músicas, curtas, em sua maioria, corroborando a sua condição de despretensiosidade, de peso e agressividade. Então sem mais delongas, vamos às descrições de cada uma delas, para não perder o costume.

O álbum é inaugurado pela faixa “Toll” que começa sombria, com ruídos estranhos, mas isso é curto, porque entra a faixa seguinte, a “Can't Be Too Strong When You're Losing”, que se revela totalmente distinta da anterior, que é mais uma introdução do que qualquer coisa. A segunda é um hard rock forte, vibrante, com alguma cadência e é regida por riffs pesados e grudentos de guitarra e uma sessão rítmica bem dançante. Mas não se engane apenas com os riffs, há também solos, embora curtos, é extremamente pesado.

“Nothing To Lose Blues”, como o nome sugere e inspira, traz um blues rock com nuances evidentes de hard rock e ganha uma característica bem interessante com o vocal feminino predominando dessa vez, diferente da faixa anterior que revezava com um vocal masculino. É uma faixa animada, solos de guitarras mais competentes, bem elaborados, como pede um bom e velho blues rock.

Segue com “We Can Flow” que começa com um dedilhado de guitarra, meio acústica, mas que logo se engrandece, ganha corpo, com uma pegada pesada de bateria, de baixo pulsante e riffs agressivos de guitarra. Mas logo fica lenta e o vocal de Barbara ganha destaque quase cantado à capela. Mostra um vocal melódico e de grande alcance. A bateria ganha destaque também, é pesada. É um hard rock com toques de balada, uma balada poderosa regida pelo vocal competente, riffs de guitarra que apimentam e a bateria sempre pesada e agressiva.

"We Can Flow"

“Mama” começa como um som de “festa”, com riffs dançantes, a bateria segue a mesma linha, te faz balançar. Me remete a um som mais comercial, mais acessível e aqui, mais uma vez, o vocal de Barbara ganha destaque, mas a faixa não me parece ser a mais inspirada, ainda assim salva para animar. “The Lady” começa com aquele típico riff de guitarra de hard rock dos anos 1970: pesado, com um groove agressivo, arrastado, até chega a ser meio sujo. A bateria, mais uma vez, vem pesada e agressiva, bem marcada. A guitarra tem um solo rápido, simples, mas que cumpre seu papel de peso e agressividade, potencializando a sua condição de hard rock genuíno. Para os amigos leitores que apreciam peso, um proto metal essa é a faixa. Uma das melhores de todo o álbum!

"The Lady"

“This Shouldn't Happen To Me” começa diferente: ao piano, meio sedutora, dançante e que me fez lembrar da banda norte americana de occult rock Coven. Riffs ocasionais de guitarra, sintetizadores trazem uma textura misteriosa à música, solos de guitarra ao estilo psych, algo um tanto quanto lisérgico. “We Will Always Have Our Fears” também começa diferente, um tanto quanto soturna e sombria. Os vocais de Barbara ganham outra nuance e me traz à memória, o que definitivamente me agrada, um típico occult rock com pitadas generosas de psicodelia. Mas aqui há de volta o revezamento entre os vocais femininos e masculinos. Não é uma música pesada, não é tão hard rock, mas igualmente uma faixa sedutora. Não há como se deixar dançar e envolver por ela.

"We Will Always Have Our Fears"

“What You Got” continua na sequência de faixas mais dançantes e aqui o baixo ganha destaque, pulsante, cheio de balanço, de groove, me remete até mesmo a um dance music, que estava começando a ficar em voga na segunda metade dos anos 1970 e o vocal de Barbara corrobora essa condição sonora. A bateria também cheia de groove e balanço faz da sessão rítmica o grande destaque dessa faixa.

"What You Got"

“Working Band Blues” traz uma balada que me transportou diretamente para o “flower power” da segunda metade dos anos 1960. Um clima de “paz e amor” tomou conta dessa faixa. É uma música simples, psicodélica, mas traz um solo bonito de guitarra que te faz bailar ao seu som. “Feel Fine” devolve ao álbum o seu lado hard rock! Riffs inaugurais de peso, mas que não deixou de lado essa sequência mais dançante e psicodélica. Mas aqui tem a lisergia, o peso e o balanço que me fez lembrar, ao som da bateria, um pouco do rockabilly dos anos 1950. Uma faixa bem interessante!

Working Band Blues"

E fecha com “Long Way From Home” que permanece com os pés fincados no hard rock. Ela começa com o peso habitual da bateria, bate pesadamente, com os riffs grudentos e igualmente pesados da guitarra e o revezamento bem interessante e competente entre os vocais femininos e masculinos. Solos de tirar o fôlego de guitarra entregam de bandeja aos ouvintes o peso e a personificação do mais puro e genuíno hard rock. Aqui o peso domina e fecha magistralmente o álbum.

"Long Way From Home"

Nada se sabe do paradeiro dos músicos que fizeram parte do Tempest. Da mesma forma que surgiram, desapareceram, como uma força da natureza que chega e devasta, mas logo de dissipa e desaparece. Assim foi o Tempest. Uma sonoridade, comprovada pelo seu único trabalho, muito arrojada e complexa, mas por outro lado orgânica, mostrando a verdade da banda em todas as suas nuances e detalhes. Pouco se sabe sobre eles, pouco se falou sobre eles, mas graças ao advento da disseminação da informação e das grandes redes sociais que permeiam a nossa vida, abnegados divulgaram esse trabalho obscuro e que também escrevem sobre ela, como esse humilde e simples blog. O fato é que, ao ouvir esse álbum, ele se revela solar e multifacetado. Pérola altamente recomendada.

 


A banda:

Pat McClain e Scott Davis no baixo

Nick Harris no baixo e vocal

Fred Drake na bateria

Barbara Pennington no vocal principal e percussão

Mark Richardson no piano e sintetizador

 

Faixas:

1 - Toll

2 - Can't Be Too Strong When You're Losing

3 - Nothing To Lose Blues

4 - We Can Flow

5 - Mama

6 - The Lady

7 - This Shouldn't Happen To Me

8 - We Will Always Have Our Fears

9 - What You Got

10 - Working Band Blues

11 - Feel Fine

12 - Long Way From Home




"Tempest" (1976)