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domingo, 19 de fevereiro de 2023

Antonius Rex - Zora (1977)

 

A cena progressiva italiana não é marcada apenas pelas bandas sinfônicas e vocalistas passionais em um alto tom de dramaticidade, embora não podemos negligenciar que tal vertente foi a edificação do bom e velho prog rock italiano. Nós temos, naquelas bandas, uma cena que, mesmo vilipendiada e esquecida, vive e respira, mesmo que a duras penas, sem o menor tipo de apoio e compreensão pela indústria fonográfica, desde sempre e os ardorosos fãs de rock progressivo, que o dark prog.

Eu não sei, ao certo, se existe esta terminologia, mas penso que é maid do que adequada para trazer materialização a bandas como Goblin, por exemplo, que elevou o nível do dark prog italiano e que, depois de persistir, perseverar por décadas e décadas conseguiu notoriedade não apenas na Itália, mas em outros países que abraçam intensamente a cena espalhados pelo planeta progressivo.

O real é que a cena progressiva dark é formada por pequenos guetos, como todo o occult rock, em todas as vertentes sonoras e que hoje, discretamente vem ganhando algum espaço, muito graças a bandas como o Ghost que atualmente até grammy sueco, de onde foi formada, já ganhou. É uma banda que está no mainstream, goza de grande popularidade, mas que ainda mantém a chama do occult rock que foi responsável pela construção de sua música lá para o fim da primeira década dos anos 2000.

O fato é que a cena do progressivo oculto, apesar de escanteada desde sempre, tem bandas que, mesmo esquecidas, tiveram a sua importância quanto ao seu pioneirismo e mesmo que muitas dessas bandas mais recentes, como o próprio Ghost, mencionada aqui neste texto, não fale abertamente, sobre algumas referências, não há como não observar, como perceber a presença, em seu som, de bandas como o Goblin, entre tantas outras como Blue Oyster Cult, Alice Cooper, Kiss, Mercyful Fate, entre tantas outras.

Mas até mesmo o grande e icônico Goblin, com seus anos e anos de estrada também tem, claro, as suas influências e só existe porque outras poucas bandas que o antecederam, sobretudo na Itália, criaram um conceito sonoro, criaram uma base que viria a se tornar definitiva ontem hoje e, sem sombra de dúvida, sempre. São legados que, mesmo reinando na penumbra do esquecimento, se torna referência, porque desbravaram o estilo no estado bruto de sua existência. Falo de bandas como Jacula e Antonius Rex. Já ouviram falar nessas bandas? Não?

E aos desavisados que não conhecem tais bandas, que foram os responsáveis pelo “big bang” do dark prog na Itália e quiçá no planeta, lá para o final dos anos 1960, teve, como mente pensante e importância, a cargo do guitarrista, compositor e mente brilhante Antônio Bartoccetti.

Bartoccetti esteve à frente em vários projetos, em diversas bandas que, pelo norte da Itália, ajudaram a caracterizar o som da Itália progressiva, quando sequer existia direito um som progressivo, diante do modismo do beat italiano. E lá estava Bartoccetti e seus poucos amigos que faziam uma música arrojada e incompreendida desde sempre.

Mas o cume da sua história musical foi com o Jacula, criada em Milão, no final dos anos 1960, mais precisamente no ano de 1969. Poucos meses depois de sua fundação, Bartoccetti, ao lado de Fiamma Dallo Spirito (voz, violino e flauta), Doris Norton (bateria) e Charles Tiring (teclados), Antonius, como era conhecido, lançou o álbum “In Cauda Semper Stat Venenum”, o qual saiu em uma edição limitada de 300 cópias apenas, um álbum cunhado “artesanalmente”, diria. Esse álbum foi produzido em Londres e foram distribuídas apenas entre os produtores, donos das gravadoras, a banda e algumas seitas que Bartoccetti seguia e tinham como base para construir as letras de suas músicas.

Jacula - "In Cauda Semper Stat Venenum" (1969)

A sonoridade, arrojada e totalmente nova, era baseada em composições voltadas para o órgão de igreja que, apesar de erudito, trazia um tom extremamente sombrio e novo no rock, bem como guitarras distorcidas, ao estilo, pasmem Black Metal, onde consideram o Jacula como o pai do Black Metal tão conhecido na Noruega.

Mas o sombrio não fica no conteúdo sonoro não, mas também na arte gráfica deste clássico álbum do dark prog, mostrando uma imagem em preto e branco, de um homem comendo pedaços de um cadáver dentro de um cemitério! Não tem como associar às capas de Black Metal, daquelas mais conhecidas lançadas na década de 1990, período de seu auge, não é?

O segundo álbum do Jacula foi “Tardo Pede In Magiam Versus”, de 1971, também lançado em número limitado de cópias (cerca de 1.000) e por um selo até hoje desconhecido e isso parece ter sido uma constante em toda a história de produção de Bartocccetti. Este trabalho também contou com Norton agora nos vocais e sintetizadores, além de Tiring e da adição de Albert Goodman (bateria), este LP destaca mais a guitarra distorcida e o violino.

Jacula - "Tardo Pede In Magiam Versus" (1971)

A capa de “Tardo Pede in Magiam Versus” é a mesma de “In Cauda Semper Stat Venenum”, porém no formato colorido e, para variar, acabou causando muita revolta na Itália, sendo censurado. Lamentável, não é?

O Jacula se desintegrou, mas Bartoccetti não parou, fundando o grupo Invisible Force, ao lado do eterno colega Charles Tiring, Elisabeth d’Esperance (voz) e Peter McDonald (bateria), com os quais lançou os singles “Morti Vident” e “1999 Mundi Finis”, ambos em 1971. A linha é similar ao que apareceu no segundo disco do Jacula.

Jacula

O Invisible Force mudou de nome, adotando Dietro Noi Deserto, trazendo Bartoccetti no baixo ao lado de Luciano Lura (voz, órgão), Luciano Quaggia (guitarra) e Mauro Baldassari (bateria), que lançou os singles “Dentro Me” e “Aiuto”, canções mais voltadas para o rock clássico italiano do que para o progressivo.

Mas essa introdução toda é para falar de outra banda que humildemente considero como a pedra fundamental da história do dark prog italiano e mundial e que proporcionou Bartoccetti e companhia investir mais na versatilidade de sons e sonoridades, experimentando mais. Falo do ANTONIUS REX, banda esta alvo da resenha de hoje.

Antonius Rex

Levou o seu nome, como o cara que sempre esteve no comando, a liderança das concepções do som seja do Jacula como também do Antonius Rex. Mas contou com o apoio, sempre incondicional, de Doris Norton, nos teclados e vocais, além do baterista Albert Goodman. “Neque Semper Arcum Tendit Rex”, gravado em 1974, primeiro álbum da banda, é tido, por muitos, como um primeiro álbum solo de Antônio Bartoccetti, mas considero como um álbum de banda, de todos os envolvidos, como Doris Norton e Goodman e, como não mencionar essas figuras tão importantes?

Antonius Rex - "Neque Semper Arcum Tendit Rex" 

Mas o álbum não fora lançado naquele ano de 1974, tudo novamente por causa da arte da capa e do seu conteúdo e dessa vez foi a gravadora “Vertigo” que achou a capa ultrajante, porque continha uma mensagem “diabólica” do século XVII e algumas letras fortes, principalmente na faixa “Devil Letter”, o álbum foi engavetado. Depois desse revés tentou lança-lo pelo selo do baterista Albert Goodman, “Darkness”, mas nunca passou por uma questão promocional.

Então somente em 1977 o Antonius Rex conseguiu, à duras penas, lançar o que é considerado o seu primeiro álbum lançado oficialmente: “Zora”. E será esse o álbum a ser comentado, a ser resenhado. “Zora” foi lançado pelo pequeno selo “Tickle” e, para manter o estilo Bartoccetti de ser, com uma capa para lá de excelente e pouco ortodoxa, para a nossa alegria.

Apresenta uma linda bruxa quase nua, com os seios de fora, chicoteando caveiras que estão tocando um concerto em um navio prestes a afundar. Mas também, para variar, gerou repulsa entre os conservadores de plantão, tendo uma nova capa diferente e mais “comportada” no ano seguinte com uma capa diferente, tendo apenas uma pequena imagem de uma das caveiras. O resto, tudo em preto contendo apenas o nome da banda e do álbum.


“Zora” traz a mente inquietante e criativa de Antônio Bartoccetti, sem sombra de dúvida. É fato que trazem à memória o seu trabalho anterior, sobretudo como o Jacula, mas já se observava coisas novas, uma sonoridade mais experimental sim, mas voltada para um progressivo que, no ano em que foi concebido “Zora”, estava mais do que consolidado, apesar de pouco popular, que na realidade, convenhamos, sempre, mas piorou com o surgimento comercial do punk e disco music.

Outro fato interessante é que, quando busquei as referências históricas do álbum e da banda o álbum é tido como fraco e pouco inspirador. Claro e evidente que não podemos criticar e desrespeitar as opiniões alheias, afinal, as opiniões são particulares, mas o que eu não concordo é com algumas alegações de que a linha de Bartoccetti muda muito e fica longe da proposta do Jacula.

Mas é por isso que o álbum, em minha opinião, ganha em qualidade e importância, pois apesar de tais mudanças, o Antonius Rex assume uma um caráter de banda progressiva, mas ainda com a essência obscura e temática ocultista e aquela sonoridade ameaçadora e perigosa, mas com muito mais substância, riqueza em suas melodias e harmonia. A banda, em “Zora”, era formada por Antonio Bartoccetti no vocal e guitarra, Doris Norton nos teclados e vocais e o ex-Jacula Albert Goodman na bateria.

O álbum abre com “The Gnome” mostra um sintetizador, sempre em destaque, fazendo um som de vento, em uma bateria meio dance e uma linha de baixo envolvente tendo uma estrutura pesada, densa no sentido dark, obscuro da palavra, e ainda tem o vocal de Bartocelli bem melódico.

“Necromancer” mostra um rock progressivo mais estruturado, com vocais mais melancólicos com destaque nos teclados dando aquela atmosfera densa e uma guitarra com riffs e solos duros e ameaçadores. No transcorrer da música o que se percebe é um jazz fusion com um destaque instrumental impressionante.

 “Spiritualist Seance” é um épico que tem na melodia sustentada pelos teclados, a sua importância. Com um vocal feminino a música ganha um clima ainda mais pesado, graças também a guitarra alucinada de Bartocelli.

“Zora” assume um progressivo mais convencional com melodias intricadas e muitas passagens. O teclado sempre presente, o violão dedilhado, uma música frenética e progressiva excelente.

O álbum fecha com “Morte Al Potere” que tem a guitarra pegando fogo em uma sequência pesada de riffs e solos com melodias acessíveis, mas sempre com aquela atmosfera dark.

“Zora” e Antonius Rex mostram o lado negro e necessário do progressivo italiano que, apesar de desprezados pelos fãs puristas, faz desta banda e da cena a qual criou e faz parte algo rico e diferente, especial. O Antonious Rex seguia com mudanças em sua sonoridade, tendendo para o rock progressivo com músicas melancólicas, complexas e obscuras. Recomendo também o seu álbum “Ralefun”, onde você pode ler a resenha aqui, sucessor de “Zora”, de 1979.

O Antonius Rex seguiu sua carreira, mudando de formação, mas consolidando a sua história no dark prog italiano e encorpando também a sua história discográfica lançando “Anno Demoni”, de 1979 e “Praeternatural”, 1980. Na primeira década dos anos 2000, com muita dificuldade, mas com muita persistência, voltou a ativa, lançando mais dois álbuns: ”Magic Ritual”, de 2005 e “Switch on the Dark”, de 2006.

Em 2009 foi o ano de lançamento de “Per Viam”, um álbum que marcou também a volta do Jacula. Neste mesmo ano “Zora” foi agraciado com um lançamento comemorativo, apresentando a inédita “Monstery” e resgatando a famosa capa da bruxa nua. O último trabalho do Antonius Rex foi o álbum, de 2013, chamado “Hystero Demonopathy”.


A banda:

Antonio Bartoccetti na guitarra e vocal

Doris Norton nos teclados

Albert Goodman na bateria

 

Faixas:

1 - The Gnome

2 - Necromancer

3 - Spiritualist Seance

4 - Zora

5 - Morte al Potere 


Antonius Rex - "Zora" (1977)







 






 


















 


sexta-feira, 1 de maio de 2020

Antonius Rex - Ralefun (1979)


A Itália tem as suas bandas obscuras de progressivo e que são vilipendiadas e esquecidas nos porões do rock n’ roll. Os subterrâneos do prog rock da Itália estão à margem das bandas conhecidas e consagradas daquele país e se diferem não apenas pela sorte comercial, mas também pelas questões sonoras. 

Mas, por uma grande ironia, foram responsáveis pelo nascimento do rock progressivo, moldando a música que atingiu seu ápice em meados da década de 1970 e que até hoje vem atingindo contornos contemporâneos graças ao arrojo e ousadia de músicos que respeitam a essência dessa vertente sonora.

Uma das grandes bandas responsáveis por esse pioneirismo é o ANTONIUS REX do grande guitarrista, poeta, compositor e multi facetado Antônio Bartoccetti. O Antonius Rex embora hoje tenha o status de banda cult e pouco conhecida entre os apreciadores do rock progressivo, foi pioneira no que tange ao obscurantismo no prog rock, o que se convencionou como "dark prog" e ao experimentalismo dado ao espírito livre de Bartoccetti e sua trupe, a criatividade sem regras e restrições fez da música desta banda singular.

Antônio Bartoccetti

A dramaticidade e a atmosfera ameaçadora faz do Antonius Rex uma banda pouco compreendida. A contra mão sonora desta banda serviu de conceito e pilar para o surgimento do progressivo underground, fugindo do sinfônicodo Premiata Forneria Marconi, Le Orme, entre outros medalhões da velha bota. 

Bartoccetti era bem conhecido na embrionária cena progressiva e experimental no final da década de 1960 na Itália com a sua banda Jacula. Um som denso, obscuro, pré sinfônico com os órgãos sacros fazendo dessa banda nova, ousada e indulgente ao conservadorismo que teimava em existir e que ainda permeia na indústria fonográfica. 

O Jacula trouxe a inspiração necessária ao Bartoccetti dar luz ao Antonius Rex, mas o caminho para isso foi um tanto quanto insólito, afinal o Jacula se desintegrara e, claro, sem êxitos comerciais. Então Bartoccetti tenta investir em sua carreira solo, criando o Invisible Force, mas não vingou. 

Criou finalmente, em 1974, com Doris Norton no teclado e voz e o também ex-Jacula Albert Goodman na bateria o Antonius Rex, tendo, como no Jacula, a figura central de Antonio Bartoccetti. Gravou o seu debut no mesmo ano de nome “Neque Semper Arcum Tendit Rex”, seguindo basicamente a proposta do que fizera no Jacula.


Antonius Rex 

Não teve repercussão até lançarem “Zora”, em 1977 e assume uma característica mais progressiva experimental sem deixar de lado as características ocultistas. A banda assumia uma versatilidade sonora mais arrojada com jazz, hard, progressivo e muito experimentalismo. Mas a banda ainda sofria com a rejeição, a sua originalidade chocava os puritanos do mundo da música. 

A banda vinha em um crescimento de qualidade, apesar dos problemas, a banda encorpava, não era apenas um projeto solo de Bartoccetti, era uma banda constituída por músicos arrojados e competentes. Apesar do pouco reconhecimento, a banda lançaria, em minha opinião, um de seus melhores álbuns, o sucessor de "Zora", “Ralefun”, de 1979, alvo de meu texto de hoje. 


Apesar da crescente melhora sonora do Antonius Rex, os problemas com a rejeição da indústria sempre foram evidentes e mais problemas viriam com a morte misteriosa do baterista Albert Goodman fazendo com que Bartoccetti afundasse em certa melancolia, perdendo o interesse em gravar álbuns. 

Mas a paternidade fez com ele tivesse outro olhar acerca desse complicado panorama. Em 1977 nascera o filho de Antônio e Doris (Sim, eran casados) e isso trouxe novas percepções de Bartoccetti sobre a música e fez com que a banda mudasse a sonoridade de “Ralefun”.

A banda foi reformulada com Doris e Antônio como o sustentáculo sonoro e conceitual e na bateria Jean-Luc Jabouille,além de Marco Batti no baixo e Ugo Heredia na flauta. Com essa formação tornou-se perceptível a nova diretriz da banda. Um progressivo mais maduro, levadas jazzísticas, experimentalismo, uma sonoridade mais rica, complexa e claro, obscuro. 

O álbum abre com “Magic Sadness” com o teclado trazendo um pouco do já conhecido rock sinfônico que frutificara nas principais bandas italianas ao longo da década de 1970, mas ainda trazia a indefectível marca que é indelével dos trabalhos de Bartoccetti: a obscuridade, a atmosfera sombria Excelente música!“Agonia Per Un Amore” traz o canto falado de Bartoccetti, conhecido em tempos de Jacula, uma sonoridade leve, soft, linda, que me remete aos tempos áureos do progressivo psicodélico.

"Magic Sadness", "Agonia Per Un Amore"

“Witch Dance” é uma música mais comercial, acessível, mais radiofônica, diria até dançante e animada. Iria mais longe dizendo que há uma levada "dance", haja vista que estava era o final da década de 1970 e esse tipo de música estava em seu auge. Então seria um "dance dark progressive rock"? Pode parecer galhofa ou um realidade inusitada? Não deveria ousar ou me arriscar para não cair na "vala comum do esteriótipo" e ater-se ao rock n' roll, mas admito ser um bom exercício tentar entender ou interpretar a intenção da banda ao conceber essa música. Tirem as suas conclusões!


"Witch Dance"

Já “Incubus” tem todas as credenciais de um prog obscuro com passagens rítmicas excelentes, com uma atmosfera soturna e ameaçadora. Destaque para o solo simples, mas personificado de Bartoccetti. Certamente o Goblin bebeu da fonte das linhas de guitarra do grande mestre do "dark progressive".


"Incubus"

“In Einsteinesse's Memory” tem o destaque da flauta que traz toda uma roupagem acústica, um ritual, um som pagão, que traz um sedução mesmerizante, com o vocal melodioso de Bartoccetti.


 "In Einsteinesse's Memory"

E fecha com “Enchanted Wood”, uma epopeia sonora, uma viagem que te faz alçar voos, transcende a alma, trazendo aos ouvidos um pouco de experimentalismo e lisergia, sem dúvida o destaque desta música. 

"Ralefun" foi relançado pelo selo "Mellow Records" em 1994 no formato CD e em 2010 foi relançado pela icônica gravadora italiana "Black Widow" no formato LP e um ano depois, em 2011, a mesma gravadora "Black Widow" lanço também no formato CD, trazendo à tona a sonoridade arrojada e deliciosamente ameaçadora do velho Antonius Rex.

“Ralefun” é um clássico esquecido do progressivo italiano e o Antonius Rex, embora tenha sido o trabalho de maior sucesso comercial da banda, mas totalmente desproporcional, nesse sentido, em relação aos medalhões. Um álbum que foi lançado às pressas, mas que está definitivamente na história do progressivo obscuro com grandes serviços a cena tão vilipendiada e desrespeitada pelos puristas da música progressiva.


A banda:

Antônio Bartoccetti na guitarra, vocal, produção e composição
Doris Norton nos teclados
Jean Luc Jabouille na bateria

Com:

Hugo Heredia na flauta
Marco Ratti no baixo


Faixas:

1 – Magic Sadness
2 – Agonia per um Amore
3 – Witch Dance
4 – Incubus
5 – In Einsteinesses’s Memory
6 – Enchanted Wood





 "Ralefun" (1979)